Colocação Pronominal

Fi-lo porque o quis*
João Bolognesi

O que você sente pelo seu idioma? Será que é só uma sensação de uso, algo funcional como um ralador de queijo ou um descascador de legumes? Tenho certeza de que não; a sua e a minha sensação vão muito além. Diria que a sensação é muito próxima à do futebol, que, apesar da origem estrangeira, adotamos, reinventamos e se tornou motivo de orgulho nacional. Há na língua e no futebol um valor patriótico, são manifestações que nos unem e nos dão identidade.

Apesar de nossa sensação de conquista idiomática e predominância futebolística, há algumas regras que prosseguem iguais em todo o planeta e devemos acatar suas prescrições sem poder adaptá-las livremente à índole brasileira. Exemplifico: não é correto cobrar escanteio com a mão; é falta para cartão flexionar haver no plural em “houve dois jogos ontem”; é proibido o goleiro pegar a bola com a mão fora da grande área; colocar vírgula entre sujeito e verbo é impedimento. Apesar de todas as características brasileiras que dão cor à língua e ao futebol, devemos fazer nossas artes impondo alguns limites e em conformidade a algumas regras.

Essa noção fica bem declarada quando o assunto é colocação pronominal, algo que traz alta divergência entre os usuários lusitanos e os nacionais, pois o uso daqui já não se faz mais como o de lá. Já se atravessaram séculos e o entrevero continua por aí, impávido e colossal. Não vamos aqui pôr mais lenha na fogueira. Ao contrário, vamos trabalhar o assunto de olho nas questões de concursos públicos e dar atenção só ao que eles consideram errado. Em geral, a questão não foca os usos polêmicos, mas sim os erros universais.

A teoria sobre o tema pode ser vista ou como uma epopeia ou como um haicai. Tentaremos seguir a pequenez mínima da expressão com a grandeza máxima da mensagem. O assunto se resume à colocação do pronome pessoal átono ao redor do verbo. Como funciona a coisa? Siga as recomendações:

I- os pronomes em discussão são classificados em pronomes pessoais do caso oblíquo átono, ou simplesmente pronomes átonos: me, te, se, o, a, os, as, lhe, lhes, nos, vos.

II- eles sempre estão vinculados a um verbo e de acordo com a posição recebem a seguinte classificação: se vierem antes do verbo, a colocação chama-se próclise; se depois, ênclise; se no meio, mesóclise.

Próclise: A pessoa não se feriu.

Ênclise: A pessoa feriu-se.

Mesóclise: A pessoa ferir-se-á.

Além de ser um tema muito recorrente, observa-se que as bancas vão aos poucos abandonando a ortodoxia da regra e evitando as áreas discutíveis. Buscam focar o que é cabalmente errado e não os pontos de divergências entre Brasil e Portugal. Isso aumenta a objetividade da análise e diminui o conteúdo teórico a ser estudado. Quatro são as regras que organizam os erros no concurso:

1 – não iniciar período com pronome átono

Quando o verbo está abrindo um período, não devem os pronomes átonos ser antepostos ao verbo. Sendo proibida a próclise, será feito uso da mesóclise ou da ênclise. Exemplos: Diga-me toda a verdade. Recomenda-se cautela. Pedir-se-á silêncio. Nas provas, raramente esta regra é violada.

2- respeitar as palavras atrativas

Há palavras e expressões que exigem a anteposição do pronome ao verbo (confira a lista ao final do texto). Nasce, assim, o uso obrigatório da próclise graças às palavras atrativas. Exemplos: Não se faz isso. Aqui se canta, lá se chora. Sei que se alcançará o resultado desejado.

3- não pospor pronomes átonos ao particípio

O correto é analisar cada situação para observar o lugar adequado, mas nunca após o particípio. Exemplos: Tínhamos nos referido ao caso certo. Havia-me pedido algo impossível.

4- não pospor pronomes átonos aos verbos conjugados no futuro do indicativo.

A depender do caso, caberá a mesóclise ou a próclise, mas nunca após o futuro do indicativo. Exemplos: Não se queixará novamente disso. Ver-se-á o valor novamente. Sabemos que se reverterá a situação.

Detalhe

Na língua portuguesa a palavra “se” pode ser conjunção ou pronome átono e há situações em que ambos podem aparecer em uma mesma construção, cada um exercendo seu papel. Exemplos: Ele não sabia se se queixava comigo ou com você. Tudo ficará melhor se se dispuserem a ajudar. A mulher não conseguiu pensar se se mantinha calada ou gritava.

Trechos de provas

Acompanhe agora como a colocação equivocada aparece na prova. Todos os trechos a seguir apresentam um erro, por isso procure identificá-lo e atente-se a qual das regras se violou.

(ESAF) Não é conservando a Amazônia que resolverão-se os problemas ambientais da Terra.

(ESAF) Já que o novo sistema basearia-se na troca de mensagens entre instituições participantes…

(ESAF) Seria errôneo afirmar que nem o empenho maior do pensamento filosófico grego sujeitaria-se ao objetivo de querer trocar os limites do acaso pelo alcance da racionalidade.

(CESPE) Deveria-se nomear a imaginação comum de exigente, referindo-se à capacidade de superar os limites reais e de penetrar no mundo possível, do restrito campo individual.

(ESAF) Para Rodgers, um elenco importante é o que faz-se com o bolo depois que ele cresceu.

(ESAF) Para discutir os diversos aspectos relativos à cultura do amendoim, realizou-se um seminário, em meados de setembro, no qual procurou-se evidenciar as vantagens da rotação de culturas.

(ESAF) É direito do sócio desfazer-se de suas quotas, salvo nos casos em que haja previsão vedatória no contrato, e o administrador tenha mostrado-se negligente, agindo com culpa.

(ESAF) O que se espera é que as visões de Isabel sejam belas, conquanto ela tenha beneficiado-se de uma doação de córnea cuja identidade do doador não é sabida.

Questões de provas

A seguir, algumas questões de concurso sobre o tema colocação pronominal (gabarito ao final).

Em cada um dos itens abaixo é apresentada, em relação a trechos do texto, uma alternativa de colocação pronominal. Com base na prescrição gramatical, julgue (C ou E) cada proposta apresentada.

1. (CESPE) ( ) “Ambos se creem marcados” / Ambos creem-se marcados

2. (CESPE) ( ) “que os apartaria” / que apartá-los-ia

3. (CESPE) ( ) “Não se pode separar”’ / Não pode-se separar

4. (CESPE) ( ) “um e outro se irão fechando” / um e outro irão-se fechando

Os itens abaixo apresentam segmentos seguidos de reescrituras que contêm a substituição de expressões do segmento original por pronomes oblíquos. Julgue-os (C ou E) quanto à colocação e ao emprego desses pronomes.

5. (CESPE) “o conhecimento científico e tecnológico tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade” / o conhecimento científico e tecnológico tem nos trazido para a humanidade.

6. (CESPE) “muitas doenças que permitiram o aumento considerável da expectativa de vida e o crescimento significativo da produção agropecuária” / muitas doenças que permitiram-no.

7. (CESPE) “aumentar a competitividade da economia e diminuir os desequilíbrios regionais” / aumentá-la e diminuí-los.

8. (CESPE) “de modo que possamos superar as ineficiências existentes” / de modo que as possamos superar.

9. (CESPE) “pode-se supor que a sociedade tecnológica seria caracterizada por um contexto no qual o trabalho passaria a ser uma necessidade exclusiva da classe trabalhadora”

Mantém-se a noção de voz passiva, assim como a correção gramatical, ao se substituir “seria caracterizada” por “caracterizaria-se”.

10. (CESPE) No trecho “e que se tornaram imperceptíveis no espaço homogêneo da escrita”, seria admissível, de acordo com o padrão escrito da língua portuguesa, a colocação do pronome “se” após a forma verbal “tornaram”.

11. (CESPE) “No universo unificador da mídia, os políticos não se destacam por sua experiência”.

A colocação do pronome “se” logo após a forma verbal “destacam” atenderia à prescrição gramatical.

12. (CESPE) “Nas nove partes de Tristes Trópicos, de Claude Lévi-Strauss, as reflexões sobre os índios brasileiros se concentram entre a quinta e a oitava partes do livro.”

A colocação do pronome após o verbo em “se concentram” desrespeitaria regra da língua padrão.

13. (CESPE) “O técnico de enfermagem Jorge Ricardo Pontes, com o objetivo de me fazer sentir mais segura, segurou a minha mão durante todo o exame.”

Em “com o objetivo de me fazer”, por não haver um elemento de atração que exija a próclise, a norma culta escrita recomenda o uso do pronome enclítico: “fazer-me”.

14. (CESPE) Reforça-se a ideia de possibilidade, coerente com a argumentação desenvolvida no texto, e mantém-se sua correção gramatical, ao se utilizar, em lugar de “Pode-se dizer”, o tempo verbal de futuro do pretérito, da seguinte forma: “Poderia-se dizer”.

15. (CESPE) “Tratarei a mim mesmo como um objeto.”

A função sintática exercida por “a mim mesmo”, em “Tratarei a mim mesmo” corresponde a me e, por essa razão, também seria gramaticalmente correta a seguinte redação: “Tratarei-me”.

16. (CESPE) “Atualmente fala-se muito em descarbonizar a matriz energética mundial.”

A mudança de posição do pronome átono em “fala-se” para antes do verbo desrespeitaria as regras de colocação pronominal da norma culta brasileira.

17. (ESAF) “Recentemente me pediram para discutir os desafios políticos que o Brasil tem pela frente.”

A posição do pronome átono “me”, antecedendo o verbo, constitui uma violação às regras da colocação pronominal da norma culta e, por isso, ele deveria ser usado posposto a “pediram”.

18. (ESAF) “Antes de recorrer à Justiça comum, o contribuinte pode-se defender em duas instâncias da esfera administrativa”

A expressão “pode-se defender” admite a colocação “pode defender-se”.

19. (ESAF) Em “Na gíria dos fiscais ele se chama ‘importabando’…”, o pronome átono também poderia vir enclítico ao verbo.

20. (ESAF) “Na infinita negociação que é viver, se sairá melhor aquele que possuir uma sólida conta corrente de reservas emocionais e de bom senso do que aquele que confia apenas em sua coleção de cartões de plástico.”

Devido ao emprego da vírgula, mantém-se a coerência textual e a correção gramatical ao empregar o pronome átono depois do verbo em “se sairá”: “sairá-se”.

21. (ESAF) Marque o item sublinhado que represente impropriedade vocabular, erro gramatical ou ortográfico.

Há (A) tempos está em tramitação no Congresso proposta para reforma do sistema financeiro que concede independência plena ao Banco Central. São fortes as pressões para que a matéria seja aprovada ainda sob (B) o atual governo. A iniciativa contempla contradição insanável (C). Não existe fórmula política capaz de aumentar a independência do BC. Nenhuma agência governamental superaria-o (D) em matéria de liberdade. Atua independentemente (E) de qualquer controle externo. (Baseado em Josemar Dantas)

22. (ESAF) Quanto à norma culta, em relação aos termos grifados, assinale a opção correta.

Para que a intervenção governamental se justifique é preciso, primeiro, que se prove a existência de uma distorção que faça com que o mercado não aloque eficientemente os recursos. Segundo, que se pondere as alternativas para corrigir aquela distorção à luz de seus custos e benefícios.

Pode-se concluir pela adoção de medidas corretivas, e de que tipo devem ser, somente após esta análise. Dada a realidade brasileira, é provável que essas tendam a ser muito mais relativas à natureza da política econômica do que da política industrial. Esta última ainda precisa ser muito melhor embasada. (Adaptado de Cláudio Haddad)

a) Todas as ocorrências de “se” admitem mudança de colocação.

b) Em “se justifique”, a próclise do “se” está em desacordo com a norma culta.

c) Em “se prove”, a norma culta admite a ênclise do “se”.

d) Em “se pondere”, a próclise do “se” é facultativa.

e) Em “Pode-se”, a ênclise do “se” justifica-se por ser início de oração.

23. (ESAF) Julgue se ambos os trechos apresentam correção gramatical.

a) Atualmente, nas formulações de políticas de combate ao crime organizado se exige que sejam atacadas as causas do narcotráfico. / Atualmente, nas formulações de políticas de combate ao crime organizado exige-se que sejam atacadas as causas do narcotráfico.

b) Nas declarações aos jornais, o governo se comporta como se a venda das estatais pudesse se dar de modo independente do cenário econômico. / Nas declarações aos jornais, o governo comporta-se como se a venda das estatais pudesse se dar de modo independente do cenário econômico.

24. (VUNESP) A colocação pronominal está de acordo com a norma culta em:

(A) Se lavaram e saíram às pressas.

(B) Ele sabe que todos receber-me-ão com alegria.

(C) Eu não direi-lhe o que aconteceu.

(D) Ao dirigir-me a palavra, baixou os olhos.

(E) Ele sempre afirma que fala-me a verdade.

25. (VUNESP) Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal.

(A) O cigarro, quem consome-o, corre risco de vida.

(B) Onde estudaram-se as doenças respiratórias?

(C) O cigarro traz problemas que não resolvem-se facilmente.

(D) Tudo diz-se a respeito das ações tóxicas do cigarro.

(E) Ninguém se conscientiza dos malefícios do cigarro.

26. (VUNESP) A colocação dos pronomes obedece às prescrições da língua culta escrita na alternativa:

(A) Quem não lembra-se do que o grupo RPM significava na década de 80? Muitos embalaram-se ao som de suas melodias.

(B) Me desculpem a franqueza, mas ninguém comportou-se bem durante o espetáculo.

(C) Ainda fala-se em elevar o salário mínimo a mais de 200 reais, mesmo tendo mostrado-se impossível qualquer acordo nesse sentido.

(D) Caso se preparassem para suas novas tarefas, todos sairiam-se bem, realizando-as com perfeição.

(E) Dar-se-á ao pedido a solução que se mostrar mais justa, podem estar certos disso.

27. (VUNESP) Assinale a alternativa correta quanto à colocação pronominal.

(A) Quase ninguém lembrava-se de que o partido tinha realizado os expurgos.

(B) O ministro da defesa tinha comprometido-se a rever os cálculos iniciais.

(C) A oposição perderia-se, mais tarde, em discussões sobre o óbvio.

(D) Uma alternativa que pode-se dizer eficiente é o motor bicombustível.

(E) Gabriel Garcia Marques não se repetiu, depois que ganhou o prêmio Nobel.

GABARITO

1-C      2-E      3-E      4-E      5-E

6-E      7-C      8-C      9-E      10-E

11-E      12-E      13-C      14-E      15-E

16-E      17-E      18-C      19-C      20-E

21-D      22-E      23-ambas corretas

24-D       25-E      26-E       27-E

LISTA DAS PALAVRAS ATRATIVAS

a) palavras com sentido negativo: não, nunca, jamais, ninguém, nada, nenhum, nem, etc. Exemplo: Nunca se meta em confusões.

b) advérbios (sem vírgula): aqui, ali, só, também, bem, mal, hoje, amanhã, ontem, já, nunca, jamais, apenas, tão, talvez, etc. Exemplo: Ontem a vi na aula.

Com a vírgula, cessa a atração: Ontem, vi-a na aula. Aqui, trabalha-se muito.

c) pronomes indefinidos: todo, tudo, alguém, ninguém, algum, etc. Exemplo: Tudo se tornou esclarecido para nós.

d) pronomes ou advérbios interrogativos (o uso destas palavras no início da oração interrogativa atrai o pronome para antes do verbo): O que ? Quem ? Por que ? Quando ? Onde ? Como ? Quanto ? Exemplo: Quem a vestiu assim?

e) pronomes relativos: que, o qual, quem, cujo, onde, quanto, quando, como. Exemplo: Havia duas ideias que se tornaram importantes.

f) conjunções subordinativas: que, uma vez que, já que, embora, ainda que, desde que, posto que, caso, contanto que, conforme, quando, depois que, sempre que, para que, a fim de que, à proporção que, à medida que, etc. Exemplo: Já era tarde quando se notou o problema.

g) em + gerúndio

Deve-se usar o pronome entre “em” e o gerúndio. Exemplo: Em se tratando de corrupção, o Brasil tem experiência.

h) orações optativas (são as que exprimem desejo). Exemplo: Vá pela sombra! Deus os abençoe! Raios o partam!

Observação — No caso de haver infinitivo, o pronome pode ir para depois do verbo, mesmo havendo palavra atrativa; é uma situação facultativa.

Confirmei o horário para não me atrasar.

Confirmei o horário para não atrasar-me.

Em tempo1 — Recomenda-se a leitura do conto “O Colocador de Pronomes”, de Monteiro Lobato (faz parte da obra “Negrinha”).

* É oportuno lembrar a frase atribuída a Jânio Quadros: “fi-lo porque qui-lo”. Parece estranho dizer que algo tão encaixado e consagrado esteja com falha de colocação pronominal por não respeitar a palavra atrativa “porque”. A forma correta seria “Fi-lo porque o quis”.

Publicado por joao_bolognesi em Colocação Pronominal - Comments (23)

23 comments

  1. Comentário by Paulo RM on 19 de abril de 2011 at 11:47

    Margavilha!
    Ou Maravilha!!
    Já pensou um livro com este texto leve e gostoso para r(ensinar) o nosso português?
    Continuo navegando pelo site, porque navegar sempre foi preciso.
    P.S.: epopeiaXhaicai, very good!

  2. Comentário by Flavio Hashimoto on 27 de setembro de 2011 at 13:57

    Parabenizo pelas excelentes aulas, pelos materiais da aula e também pelo site. Pena que as aulas acabaram na sexta passada.

    Fiz a prova de Limeira neste domingo e infelizmente errei duas questões. Seria possível comentá-las por favor? A banca que elaborou foi a IBAM.

    3.) “Talvez, porque a população intua que o conflito não tem a ver com a questão da dívida pública” e dos “desequilibrados fiscais”, e envolva desacordos muito mais sérios, que transcendem o campo da economia e das disputas partidárias convencionais”.
    Considere o trecho sublinhado e, a seguir, assinale a alternativa em que foi reescrito sem alterar o sentido original e empregando-se o pronome oblíquo em consonância com a norma culta da língua portuguesa.
    a) que transcendem-no.
    b) que o transcende.
    c) que os transcendem.
    d) que lhes transcendem.

    6.) “Depois da década de 50, a estratégia geopolítica americana pacificou a Europa e os acordos permitiram a reconstrução do Velho Continente e do Japão, promovendo um crescimento econômico assimétrico, mas contínuo da economia mundial.”

    Sobre a conjunção “mas”, é válido afirmar que confere ao contexto da frase um caráter:
    a) aditivo.
    b) alternativo.
    c) conclusivo.
    d) adversativo.

    Gabaritos: 3.) C 6.) D

    _________________________________________________________

    Flávio,
    a questão número 5 está errada, pois o núcleo do objeto direto do verbo transcender é “campo”, palavra masculina singular, o que só permite o pronome “o”, posto antes do verbo por causa da palavra atrativa: “que o transcendem”.
    Também se deve descartar a ideia de que o termo “campo” poderia estar implícito na sequência, o que fere a lógica gramatical. Para isso teríamos a construção: “que transcendem o campo da economia e o das disputas partidárias convencionais”.
    A essa questão caberia recurso e tende a ser anulada.

    Na seguinte, a conjunção “mas” traz valor adversativo e a questão está correta.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  3. Comentário by EDUARDO on 3 de outubro de 2011 at 15:06

    Professor, sou seu aluno no curso extensivo de todas as segundas-feiras…
    Tenho só uma pequena dúvida quanto à utilização dos pronomes oblíquos…
    Dado o exemplo…
    Eu te amaria loucamente…
    estaria correto afirmar que se conservaria a correção gramatical e o sentido da oração empregando a mesóclise?
    Amar-te-ia loucamente.
    ou viajei demais?
    Fora o presente questionamento, gostaria de saber se é possivel ocorrer a troca de todos os pronomes obliquos átonos pela forma do caso oblíquo tônico preposicionados… ou isso só vale para os pronomes o, a ,os, as, lhe, lhes.

    Um grande abraço, fique com Deus e parabéns pelas aulas.
    _______________________________________________

    Eduardo,
    nas frases “Eu te amaria” e “Amar-te-ia”, ambas as colocações são gramaticalmente corretas.
    Todos os pronomes do caso oblíquo têm a dupla versão átona e tônica, porém nem sempre a forma átona cabe em qualquer frase, ela traz algumas restrições próprias de sentido e de sintaxe. Já a forma tônica é de uso livre.
    Por exemplo: não usamos “ela me depende”, mas sim “ela depende de mim”; não usamos “ela me concorda”, mas sim “ela concorda comigo”.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  4. Comentário by Flavio Makoto Hashimoto on 3 de outubro de 2011 at 20:47

    Muito obrigado.

  5. Comentário by vilma lima on 24 de outubro de 2011 at 18:28

    Professor, fui sua aluna no Damásio – Recife. Gostaria que o Sr. me explicasse como utilizo o parabenizar. Digo: Parabenizo-o ou Parabenizo-lhe?
    Obrigada

    _____________________________________

    Vilma,
    segundo Celso Pedro Luft, em sua obra Dicionário Prático de Regência Verbal, o verbo parabenizar é VTDI: parabenizar alguém (OD) por algo (OI).
    Parabenizo-o pela conquista.
    Parabenizei-a pela vitória.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  6. Comentário by Daniela on 24 de outubro de 2011 at 23:02

    Olá Professor,

    sou sua aluna do curso de Português Regular e hoje estudando algumas provas da banca que farei o concurso (EAOT) surgiu uma dúvida sobre uma questão de colocação pronominal. Veja abaixo:

    Analise as modificações sugeridas para a colocação dos pronomes em frases do texto.
    I. Soldados brasileiros se preparam (subtítulo) – Soldados brasileiros preparam-se
    II. arroz, feijão, que se tenha que cozinhar (l. 09-10) – arroz, feijão que tenha-se que cozinhar
    III. alimentos que se possa comer de imediato (l. 10) – que possa-se comer de imediato
    Qual(is) delas não violaria(m) o que preceitua a gramática normativa da língua portuguesa?
    a) Apenas a I.
    b) Apenas a II.
    c) Apenas a III.
    d) I, II e III.

    Bom, a questão correta é a “A”. Meu raciocínio foi o mesmo dado no caderno de projeções referente ao verbo tratar. Só que no caso da resposta certa ser a letra “A” o sujeito continua na frase. Como posso resolver essa questão?

    Desde já obrigada.
    Daniela

    _______________________________________

    Daniela,
    na aula, frisei que o vício de linguagem ocorria com o verbo tratar e não com os outros.

    O tema da questão é colocação pronominal, assunto que trabalhamos no início do curso.
    Os itens II e III estão errados porque há palavra atrativa, mas a questão propõe o uso da ênclise, causando falha. Nos trechos só cabe a próclise.
    No item I, como não há palavra atrativa, a ênclise está correta.

    Repense a questão e, caso fique alguma dúvida, não deixe de fazer contato.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  7. Comentário by Priscila on 25 de outubro de 2011 at 13:17

    Bom dia Professor! Tudo bem? Sou sua aluna em Lages. Estou estudando sua matéria e ao resolver uma questão de concurso fiquei com a seguinte dúvida.
    onde está o erro na frase:
    “Estimada madrinha, agradeço-a muito – seu exemplo é uma lição de vida.”.
    Tenho dúvidas no que se refere à adaptação.
    Por exemplo, na frase:” Ameaçando-o com uma devassa fiscal para calá-lo politicamente.
    Os verbos terminados em r, s, ou z, perdem essa terminação e o pronome recebe a consoante l, correto? Mas na frase acima como ficaria na prática? Colocaria o verbo no infinitivo ou conjugado como está na frase?Pode me auxiliar?

    Grata,
    Priscila

    ______________________________________________

    Priscila,
    na frase “Estimada madrinha, agradeço-a muito – seu exemplo é uma lição de vida”, o erro está em “agradeço-a”. O verbo agradecer é VTDI: agradecer algo (OD) a alguém (OI).
    O correto é “Estimada madrinha, agradeço-lhe muito – seu exemplo é uma lição de vida”.

    Na segunda pergunta, você não notou, mas o verbo já se apresenta com a adaptação. Acompanhe a montagem: “para calar + o” = “calá-lo”.
    Repense a questão e, caso fique alguma dúvida, não deixe de fazer contato.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  8. Comentário by Daniela on 18 de novembro de 2011 at 0:30

    Professor, boa noite,

    Estou estudando para prova que farei da EAOT no domingo, e estudando pelas provas passadas achei essa questão que não consigo resolvê-la:

    Informe se é falso (F) ou verdadeiro (V) o que se afirma sobre o elemento se destacado. Em seguida,
    assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
    ( ) Em “A classificação de Vanuatu [...] se explica…”, é pronome apassivador.
    ( ) Em “Não se trata de uma pergunta fácil.”, é parte integrante do verbo.
    ( ) Em “Mas o sujeito que se encaixasse no perfil…”, é pronome apassivador.
    ( ) Em “Como os vanuatuenses se satisfazem…”, é conjunção integrante.

    A resposta certa é:
    (A) F – V – F – F

    Dúvidas:
    a) se quem explica, explica algo, por que o pronome não é apassivador?
    b) nesse caso, o se não seria índice de indeterminação do sujeito?
    c) seria índice de indeterminação do sujeito não é?
    d) seria parte integrante do verbo ou índice de indeterminação do sujeito?

    Me ajudaria muito se resolvesse essa questão, pois realmente não consigo ter certeza dessa resposta.

    Aguardo e muito obrigada desde já.
    Daniela

    __________________________________

    Daniela,
    parece-me que o gabarito indicado está com falha.
    A melhor sequência é:
    a) F (pronome apassivador)
    b) F (índice de indeterminação do sujeito)
    c) F (pronome reflexivo)
    d) F (pronome reflexivo)

    Qualquer dúvida, faça contato.
    Bons estudos e boa sorte.

  9. Comentário by Fábio on 18 de novembro de 2011 at 19:01

    Boa tarde!

    Li e reli várias gramáticas (Cegalla, Terra, Sacconi) na busca do esclarecimento de duas dúvidas:

    1ª: colocação pronominal com locuções no infinitivo. O CESPE já asseverou, em duas questões – coladas abaixo -, que não admite a ênclise no verbo auxiliar – tal como aceita Cegalla, em seu “Dicionário de Dificuldades”. Pergunto, portanto, se esse é o posicionamento da banca ou se são apenas duas questões cujos gabaritos são discrepantes.

    2ª: a próclise em razão do sujeito expresso é uma obrigatoriedade ou faculdade?

    (CESPE) ( ) “Não se pode separar”’ / Não pode-se separar
    (CESPE) ( ) “um e outro se irão fechando” / um e outro irão-se fechando
    Ambos os gabaritos são “errado” (não se pode fazer as trocas sugeridas). Aliás, essas questões são de seu próprio material professor.

    Desde já grato
    Fábio

    ___________________________

    Fábio,
    você não se atentou à objetividade extrema da questão, pois ela (quase sempre) se apresenta com pele de carneiro, mas traz muitas maldades subjacentes.
    Por haver palavra atrativa, não se usa a ênclise. Em “Não pode-se” há falha grave de colocação pronominal. O correto é “Não se pode esperar”, “Não pode esparar-se” ou “Não pode se esparar”.
    No segundo caso, por o verbo estar no futuro, a ênclise é proibida. Em “um e outro irão-se” há falha gravíssima de colocação pronominal. Como há palavra atrativa, o melhor é “um e outro se irão”.

    Qualquer dúvida, faça contato.
    João Bolognesi

  10. Comentário by Fábio on 23 de janeiro de 2012 at 11:02

    Bom dia professor!

    O CESPE aceita próclise no verbo principal de uma locução verbal mesmo que haja palavra atrativa antes do verbo auxiliar, ex.: “…se não houvesse o feito…”????

  11. Comentário by Henrique on 12 de fevereiro de 2012 at 17:47

    Olá professor, boa tarde!
    No exercício 2 da prova do Cespe, fiquei em dúvida do porque do item ser considerado errado: que os apartaria – correto; e a opção alternativa: que apartá-los-ia ser errada.
    Como o verbo está no futuro do presente, não seria obrigatório o uso do pronome em mesóclise? Ou o pronome não pode ser colocado em mesóclise por causa do pronome relativo “que”, exercendo atração sobre ele?

    Agradeço antecipadamente a resposta.
    Henrique

    __________________________________________

    Henrique,

    a mesóclise é possível somente com o futuro, isso é uma verdade. Porém isso não significa que todas as vezes em que se use o futuro também se fará uso da mesóclise.

    No caso analisado, a mesóclise é proibida, visto que temos a palavra atrativa “que”. Portanto, o uso obrigatório e único é a próclise: “que os apartaria”.

    Bons estudos e boa sorte.

  12. Comentário by joao_bolognesi on 13 de maio de 2012 at 3:06

    Olá, professor!! Gostaria que me explicasse a seguinte questão do seu material de Fiscal.

    (FCC) Invenções? Sempre houve invenções, assim como sempre houve quem interpretasse as invenções
    como lampejos de gênio, porém é mais sensato que não se atribuam às invenções características milagrosas.

    A alternativa que substitui corretamente é:
    a) houve elas / lhes interpretasse / não se as atribuam
    b) houve-as / as interpretasse / não atribuam-se-lhes
    c) houve estas / lhes interpretasse / não lhes atribuam
    d) as houve / intepretasse-lhes / se não lhes atribuam
    e) as houve / as interpretasse / não se lhes atribuam

    Muito obrigada

    _______________________________________

    Vanessa,
    essa questão comentei no blog. Confira: http://portuguesparaconcursos.damasio.com.br/
    O gabarito é E.

    Reveja a questão e, caso fique alguma dúvida, refaça o contato.
    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  13. Comentário by joao_bolognesi on 13 de maio de 2012 at 3:49

    Professor, boa tarde.

    Estou com uma dúvida que está me deixando nervoso.
    Quero parabenizar umas pessoas, mas estou com receio se devo dizer diretamente para elas: “quero parabenizar-lhes ou quero parabenizá-las.”
    Qual o correto?
    Abraços!

    ___________________________________

    Guilherme, moleza!

    segundo Celso Pedro Luft (renomadíssimo estudioso de nosso idioma), usa-se: parabenizar alguém (por algo), portanto parabenizá-las.

    Abraços,
    João Bolognesi

  14. Comentário by joao_bolognesi on 13 de maio de 2012 at 23:42

    Olá professor João,
    Sou aluna da turma de Carreiras Fiscais do Damásio – Liberdade.

    Fiquei com uma dúvida no exercício 182 da lista de Pronomes Átonos.
    Por que a Cespe considerou a segunda expressão como errada visto que o verbo está no infinitivo e, portanto, o pronome poderia vir após o verbo?

    (Cespe) “os resultados práticos alcançados podem não depender apenas dos seus avanços científicos e tecnológicos” / ” os resultados práticos alcançados podem não dependê-los.”

    _________________________________________________

    Juliana,
    para entender o problema, enfoque três tópicos teóricos acerca do pronome átono: o tipo, a colocação e as eventuais adaptações.
    O trecho “não depender apenas dos seus avanços…” traz um OI introduzido pela preposição “de”, o que impede o uso do pronome átono “os” e também do pronome átono “lhes”, ou seja, dos átonos não cabe nem um nem outro. Por isso. usa-se o pronome oblíquo tônico: “não depender apenas deles…”.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  15. Comentário by joao_bolognesi on 27 de setembro de 2012 at 2:22

    Boa noite, professor!Sou do curso semestral para Analistas de Tribunais do Damásio Teresina. A questão 89 da apostila é a seguinte:
    89. (FCC) Amemos as ilhas, mas não emprestemos às ilhas o condão mágico da felicidade, pois quando
    fantasiamos as ilhas esquecemo-nos de que, ao habitar ilhas, leva-se para elas tudo o que já nos habita.
    Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na
    ordem dada, por:
    a) lhes emprestemos lhes fantasiamos habitá-las
    b) emprestemos-lhes as fantasiamos habitar-lhes
    c) as emprestemos fantasiamo-las as habitar
    d) lhes emprestemos as fantasiamos habitá-las
    e) as emprestemos lhes fantasiamos habitar-lhes

    A alternativa dada como correta é a letra “d”.Fiquei com dúvida quanto “as fantasiamos”.O advébio ´e palavra atrativa?

    ________________________________

    Danilo,
    advérbio é palavra atrativa, mas, no caso analisado, “quando” é uma conjunção subordinativa, palavra também atrativa.
    Por isso, “quando fantasiamos as ilhas” => “quando as fantasiamos”.

    Para rever o tema, leia aqui no blog
    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  16. Comentário by joao_bolognesi on 19 de outubro de 2012 at 3:29

    Olá professor, como está?
    Muito bom seu texto, mas fiquei sem entender o motivo de esta estar correta:

    18. (ESAF) “Antes de recorrer à Justiça comum, o contribuinte pode-se defender em duas instâncias da esfera administrativa”
    A expressão “pode-se defender” admite a colocação “pode defender-se”.

    O pronome não deve sempre vir ligado ao verbo auxiliar? Defende não seria o verbo principal da locução?
    Muito obrigada, Natália.

    ________________________

    Natália,

    não há regra específica que obrigue pronome átono sempre no auxiliar. A depender da configuração, cabe em vários lugares o uso: pode-se defender, pode se defender, pode defender-se.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  17. Comentário by joao_bolognesi on 6 de novembro de 2012 at 15:34

    Prof. João,
    “Ambos se creem marcados” / Ambos creem-se marcados”
    Por que a segunda proposição está correta?
    Ambos não é pronome indefinido e por isso atrativo?

    Obrigada!

    __________________________________________________________________

    Dayane,
    provavelmente, a banca considerou “ambos” como numeral, o que é coerente também.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  18. Comentário by joao_bolognesi on 6 de novembro de 2012 at 18:41

    Professor, na questão 27 (VUNESP), não consegui identificar o erro da seguinte alternativa:

    “(C) A oposição perderia-se, mais tarde, em discussões sobre o óbvio.”

    Qual seria o erro em relação ao pronome átono?
    Concordo que a alternativa E está impecável, muito embora essa também me pareça adequada.
    Obrigada.

    _______________________________________________

    Maritana,

    a falha está na ênclise ao futuro, colocação proibidíssima, Não se usa “perderia-se”, mas sim “se perderia” ou “perder-se-ia” (uso possível, pois não há palavra atrativa).

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  19. Comentário by joao_bolognesi on 13 de novembro de 2012 at 16:17

    Professor,
    não entendi as seguintes questões:
    5. (CESPE) “o conhecimento científico e tecnológico tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade” / o conhecimento científico e tecnológico tem nos trazido para a humanidade.
    Por que está correta?

    9. (CESPE) “pode-se supor que a sociedade tecnológica seria caracterizada por um contexto no qual o trabalho passaria a ser uma necessidade exclusiva da classe trabalhadora”

    Mantém-se a noção de voz passiva, assim como a correção gramatical, ao se substituir “seria caracterizada” por “caracterizaria-se”.
    Por que está errada?

    Obrigada.
    Abraços.

    Fernanda

    ______________________________________

    Fernanda,

    observe os comentários a seguir.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

    5. (CESPE) “o conhecimento científico e tecnológico tem trazido importantes inovações e benefícios para a humanidade” / o conhecimento científico e tecnológico tem nos trazido para a humanidade.
    Por que está correta?

    Resposta: Você tem toda razão: é o gabarito que está com falha. Observe quais seriam as formas corretas: o conhecimento científico e tecnológico tem-nos trazido para a humanidade ou o conhecimento científico e tecnológico tem os trazido para a humanidade.

    9. (CESPE) “pode-se supor que a sociedade tecnológica seria caracterizada por um contexto no qual o trabalho passaria a ser uma necessidade exclusiva da classe trabalhadora”
    Mantém-se a noção de voz passiva, assim como a correção gramatical, ao se substituir “seria caracterizada” por “caracterizaria-se”.
    Por que está errada?

    Resposta: Trata-se do futuro do pretérito do indicativo e tal colocação é proibida neste tempo. A melhor colocação seria a próclise, pois o “que” é atrativo: “que a sociedade tecnológica se caracterizaria”.

  20. Comentário by joao_bolognesi on 14 de maio de 2013 at 1:49

    Prezado Professor João Bolognesi,
    nesse excelente material disponibilizado (Fi-lo porque o quis), a questão 1 colocou-me em dúvida: o numeral “ambos” não atrai o pronome? Na questão 2, o erro consiste no fato de que o pronome relativo “que” atrai o pronome?
    Agradecê-lo pelas aulas, pelo site e pelos materiais é pouco. Prefiro que o amigo saiba que está causando transformações na vida de muitas pessoas. Seu senso de humor durante as aulas faz com que o fardo se torne menos pesado.
    Obrigado!
    Ah, se houver algum erro nesse comentário, por favor, não se acanhe.
    Charles

    ______________________________________________

    Charles, boa noite,

    os numerais não são palavras atrativas. Pode-se usar: ambos se machucaram / ambos machucaram-se.
    Sim, os conectivos que abrem oração subordinada (pronomes relativos e conjunções subordinativas) são palavras atrativas. Também note que, na hora em que escrevemos, é um dos fatores predominantes de atração.

    Charles, tenha certeza de que um prazer especial que há na vida é conseguir fazer alguém entender aquilo que aqui está tão evidente e no aluno outrora tão desconexo.
    Antes de ensinar, procuro pensar como aprendi, qual foi o caminho para que os poucos “neurônios ativos” pudessem em mim produzir o efeito mágico do entendimento.

    Outro fator: agradeço a Deus todos os dias os alunos inteligentes que Ele tem me posto no meu caminho.
    Por isso, continue firme na sua preparação e em breve o sucesso acontecerá!

    Quando houver dúvidas, faça contato.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

    Obs.: seu texto está correto e bem escrito.

  21. Comentário by joao_bolognesi on 8 de junho de 2013 at 14:00

    Professor, boa tarde!
    Não entendi a questão 9 e nem a 20. Se possível gostaria de uma explicação mais aprofundada.
    Muito obrigada,
    Fabíola

    ____________________________________________

    Fabíola,

    na questão 9, o problema é o uso proibido de ênclise ao futuro do pretérito do indicativo. Não cabe jamais: “caracterizaria-se”. No proposta da questão, o uso da próclise é o ideal, pois há a conjunção “que” (palavra atrativa) introduzindo a oração: “pode-se supor que a sociedade tecnológica se caracterizaria“.

    Na questão 20, ocorre o mesmo fato. É erro o uso “sairá-se”. A melhor construção é “sair-se-á”, ou seja, a mesóclise, pois abre-se uma oração e não há palavra atrativa.

    Bons estudos e boa sorte,
    João Bolognesi

  22. Comentário by Manoel Neves on 14 de março de 2014 at 18:40

    Parabéns, professor!
    Excelente trabalho!

  23. Comentário by Márcia Teles on 14 de maio de 2014 at 18:51

    Professor, adorei o texto inicial, forçou-me a consulta ao dicionário pelo menos umas oito vezes.
    Gosto muito das suas aulas, hoje enxergo o português com outros olhos, e concordo plenamente com o comentário de Charles. Apesar de não nos conhecermos pessoalmente, sinto algo muito positivo, que é transmitido através da TV.

    Que Deus o abençoe!
    Um grande abraço,

    Márcia

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